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Da China Antiga à Medicina Moderna

A técnica de inserção de agulhas já era conhecida na China antiga segundo relatos há mais de 5.000 anos, quando eram usados ossos de animais mortos como agulhas e com fins curativos. O grande dilema da técnica consiste em como um procedimento tão antigo continua atual e evoluindo a cada dia com novas descobertas?

Por sua complexidade, a Acupuntura e toda a Medicina Chinesa, ainda possuem muitos segredos. Mesmo os grandes estudiosos do assunto têm muito que aprender e desvendar, e, com isso, melhorar a vida de inúmeros pacientes.

E hoje o que sabemos?

Nossa medicina tem evoluído muito, podemos comprovar situações que há pouco seriam improváveis ou até mesmo impossíveis. Isso vem ocorrendo com a Acupuntura, ciência que até bem pouco tempo não possuía valor no ambiente médico e hoje já se tornou uma especialidade e tem muito de seu mecanismo de ação elucidado através de estudos.

Os neurotransmissores são as substancias que propiciam a efetividade da Acupuntura, assim como os conglomerados de neurônios que estão presentes nos locais dos pontos descritos. Por isso podemos dizer que a técnica realmente funciona, não só no tratamento de doenças já existentes, como na prevenção de inúmeras outras.

O que realmente acontece quando puncionamos um destes conglomerados de neurônios?  Na verdade, quando colocamos uma agulha, nosso organismo libera serotonina, neurotransmissor responsável pelo bem estar e diminuição da ansiedade. Libera também encefalinas e endorfinas, as quais melhoram os quadros dolorosos.

Na medicina chinesa, os pacientes são vistos como um todo, e o processo de geração de doença é complexo, incluindo todos os hábitos do indivíduo, como os alimentares, suas emoções, e atividades cotidianas, etc. Tudo isso gera uma somatória e indica o início da doença, que deve ser tratada de forma ampla e com a ajuda do paciente.

Com tudo isso, a Acupuntura, quando exercida por um profissional capacitado, pode ser um meio seguro para melhorar a vida dos pacientes, com pouca chance de complicações e ótimos resultados.

 

O Autor

Antônio Carlos Arighi

Formado em medicina pela Universidade Gama Filho do Rio de Janeiro, com especialização em clínica médica. Tem formação em acupuntura e fitoterapia pela Associação Médica Brasileira de Acupuntura, é monitor dos residentes de Acupuntura no Hospital do Servidor Público Estadual, e tem o título de especialista em Acupuntura pela Associação Médica Brasileira.

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