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Dê tempo

23 A 29 DE AGOSTO DE 2009

Na semana passada nós relacionamos nosso processo espiritual ao processo de desenvolvimento de uma maçã. Rav Ashlag nos lembrou de que se algo não está certo em nossas vidas – ele usa a palavra ‘amargo’ – é como se estivéssemos colhendo a fruta antes de estar madura. A culpa não é da fruta – nós simplesmente estamos procurando resultados antes de estarem completos.

Eu prometi mais algumas ferramentas práticas para ajudar o seu jardim a florescer.

A primeira coisa que devemos deixar para trás é achar que não somos capazes, que não estamos em um lugar onde a Luz do Criador possa brilhar. Como ela brilha nem sempre está ao nosso alcance saber, mas o obstáculo principal para se saborear os frutos é a sensação de que eu não mereço ver frutos.

Já há limitações o suficiente em nosso mundo sem o pensamento negativo: tikun (karma), as ilusões que vêm de nossos cinco sentidos, para citar algumas. Nós literalmente impedimos nosso próprio crescimento quando achamos que não somos merecedores.

Em segundo lugar, pode já haver frutos em nossa vida que não enxergamos simplesmente porque não acreditamos realmente que somos capazes de ver nossas sementes darem frutos. Até mesmo quando nossas sementes dão frutos, nós achamos que não deram. Achamos que são invisíveis ou que não têm valor. As sementes penetraram no solo, mas não deram em nada. Talvez outra pessoa tenha pego a energia. Mas o que não percebemos é que colocamos a energia e criamos alguma coisa especial no universo.

Os frutos podem nem sempre ter a aparência ou sabor que esperávamos que tivessem. Às vezes estão escondidos, indistintos. Mas cada semente/ação que praticamos, acaba criando um fruto. E as únicas pessoas que veem seus frutos são as que acreditam que os verão. São as pessoas que sabem que suas ações têm poder. Contanto que nós acreditemos, em qualquer nível, que haverá frutos – sem dúvida eles existirão.

E mesmo assim, se duvidarmos dos próprios frutos, poderemos não vê-los mais. Podemos perder a alegria e satisfação que obtemos deles só por não acreditarmos que temos o poder de ver os frutos de nossas ações.

E por último, esteja certo de que se plantarmos árvores de ego, nós nos transformamos em um fazendeiro que cultiva alfarrobeiras; demorará muito tempo para dar frutos e se você tentar colhê-las antes do tempo, eles terão um gosto ruim. Por quê? Nós não investimos tempo no solo, na fertilização e no cultivo. Você ficará deprimido e os frutos refletirão isso.

Resumindo:

  1. Quando o fruto não estiver maduro, lembre que tem a ver com o processo e o timing.
  2. Não existem pessoas nem situações más, apenas pessoas impacientes.
  3. Nunca se perde energia (sementes).
  4. Todos, e quero dizer todos mesmo, merecem ver os frutos de seu trabalho.
  5. Todos, sim, inclusive você, são capazes de aproveitar esses frutos.
  6. Se quiser ver mais rápido seus frutos, não plante sementes com ego.

Desejo a você uma colheita abundante!

Tudo de bom,

Yehuda

 

Seqüência dos 72 Nomes da Semana:

Com este Nome como bússola, o caminho para meu lar espiritual é iluminado.  Recupero meu rumo.  A cada passo que dou e a cada momento que passa sinto conforto, confiança, e um sentido mais forte de direção.

 

O Autor

Yehuda Berg

Yehuda Berg, juntamente com seu irmão Michael, é diretor do Kabbalah Centre, instituição fundada por seus pais, os cabalistas Rav e Karen Berg e que é responsável pela grande disseminação que a sabedoria da Cabala vem tendo nos últimos anos, inclusive fora do círculo judaico. Em livros como “O Poder da Cabala” e “Os 72 Nomes de Deus”, ambos best-sellers internacionais, Yehuda revela as poderosas e secretas técnicas espirituais da Cabala, cujo conhecimento, durante séculos, ficou restrito a poucos iniciados e hoje pode transformar de maneira radical a vida de cada um de nós.

Para mais informações, acesse: www.kabbalah.com

Kabbalah Centre em São Paulo
Rua Oscar Freire, 533
Jardins
Informações:
0800-7237242
saopaulo@kabbalah.com

 

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Dê tempo
Quando você está maduro
Preencher o vazio dos outros
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