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Eu e o espelho
Responda com sinceridade: você já viu alguém usar uma roupa maravilhosa e foi correndo comprar uma igual? Se a resposta foi sim, sinto muito, você precisa urgentemente descobrir qual é o seu estilo (e não o estilo que gostaria de ter) e conhecer melhor o seu corpo.
Como diz a jornalista Rute Jofflie, “nós, brasileiros, homens e mulheres, sempre fomos presos ao julgamento alheio, ao que 'podem pensar' sobre nós. Conclusão: é comum virarmos as costas para quem somos e, conseqüentemente, nos vestirmos ostentando grifes consagradas, que dão status, mas não garantem um estilo que combine com a nossa personalidade, nosso estilo de ser e de viver”.
A verdade é que, para encontrar o visual que lhe é adequado e deixar de ser refém da moda, que nem sempre está a seu favor, só existe uma solução: enfrentar o espelho! Encarar o próprio corpo em vários ângulos e aceitar como se é, realmente.
A ficção e a realidade se confundem nas ruas. É comum ver nos grandes centros urbanos brasileiros pessoas que adotam a estética dos personagens de novelas. E onde ficam os seres humanos normais? Onde ficam os manequins que vão de 44 a 50? Onde ficam as baixinhas? Onde ficam as barrigudinhas? E os seios grandes? E os altos e magros, os rostos redondos escondidos por barbas e óculos grandes?
Uma coisa é certa: estética não é um bicho de sete cabeças e está ao alcance de todos. Pois se vestir bem não significa comprar roupas caríssimas, de grife. Vestir-se bem é, sobretudo, encontrar um estilo próprio, que fale por você.
Por isso, para esta matéria proponho uma reflexão, pense nas suas dúvidas ou desafios na hora de ir às compras. Será que você vai à loja que tem roupas para você hoje ou na que se vestiria há uns 10 anos atrás? É a mesma que sua filha e as amigas dela compram? Sabe realmente o número de seu manequim?
Envie suas dúvidas e conversaremos a respeito. O email é moda@morumbi.net.
Mas lembre-se: seja sincera(o) com você mesma(o)!
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